Embebido em tragédia grega, cá estou em uma introdução musical para a peça Orestes, de Eurípedes. Fecho os olhos e a cena surge na tela.
O fragmento de música foi reconstruído por Alberto Paniagua e o grupo espanhol Atrium Musicae de Madrid a partir dos restos de um papiro de 200 A.C. Os versos do coro introduzem o julgamento de Orestes e dizem:
"Ó deusas iradas que fendeis os céus buscando vingança pelo crime, imploramo-vos que livreis o filho de Agamémnon da sua fúria cega [...] Choramos por este mancebo. A ventura é fugaz entre os mortais. Sobre ele se abatem o luto e a angústia, qual súbito golpe de vento sobre uma chalupa, e ele naufraga nos mares revoltos."
terça-feira, junho 07, 2011
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