O vento frio da madrugada se esconde
entre os meus pelinhos cobertos
pela pena sua,
sua boca fechada
seus olhos fechados
você todinha, meu bem, fechada.
A pena entre você e eu, minha nega,
boa fachada, sorridente, gelada...
O frio esconde a sua dor
compraz a minha, a minha, sua dor.
O vento não tem pena, nega.
Me dói nos ossos, no corpo,
a alma malfazeja da madrugada...
Serena. Serena. Serena.
terça-feira, junho 14, 2011
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